Um pouco da trilha TDC4Women no The developer’s Conference – TDC Porto Alegre 2017

Ainda falando sobre TDC de Porto Alegre, já contamos o que perdeu na trilha Testes, agora vamos contar um pouco sobre o que rolou na trilha TDC4Women.

No dia dessa trilha, confesso que fiquei um pouco dividida, assisti algumas palestras da trilha DevTest também. Sendo assim vou compartilhar sobre as palestras que assisti.

Para começar a Yara M. H. Senger deu um show com a palestra “7 Dicas para acelerar sua carreira em TI ” com dicas para direcionamento de carreira que não serviam somente para mulheres, se aplica para os homens também. A sua palestra foi fantástica, um start para reflexões além do profissional:

[4]

“7 Dicas para acelerar sua carreira em TI” [4]

  • Usar as redes sociais a seu favor, compartilhando sobre eventos que participa, artigos interessantes, pontos que agregam em sua carreira.
  • Fazer as perguntas certas para ter as respostas certas também, no sentido de tentarmos ser mais assertivos em nossos questionamentos.
  • Criar valor nos relacionamentos, nesse tópico ela colocou algo bem interessante com relação a o que oferecemos de valor para agregar para empresa que trabalhamos? É comum pensarmos sempre o inverso, o que a empresa está trazendo de bom para gente, mas reflita sobre o legado que está deixando por onde passa também.
  • Gastar o tempo na hora certa, uma reflexão de como gastamos nosso tempo. Nós gastamos nosso tempo direcionando para nossos objetivos? Às vezes perdemos muito tempo com coisas que não nos agrega e deixamos de usar o tempo a nosso favor, com coisas que de fato são relevantes para nós.
  • Ser especialista em alguma coisa, escolher um foco para se especializar, aprofundar o conhecimento e dominar aquilo, ser referência. Procure se especializar em algo, seja fazendo cursos, leitura, certificações.
  • Preservar sua história, ninguém vai lembrar de todos seus feitos, até mesmo você pode se esquecer. Então, procure preservar sua história, compartilhe sobre o que fez, seja postagens, palestras, participação em eventos. Ela deu um exemplo muito bacana do Salvador Dali (artista) que fez miniaturas de suas esculturas com intuito de preservar suas obras que estariam espalhadas pelo mundo.

A Anellise Gripp também não poderia ficar de fora, ela trouxe o tema “Quais Metodologias podemos utilizar para Gerenciar Projetos? “, expondo as metodologias mais utilizadas no mercado para gerenciamento de projeto, as diferenças entre os modelos e qual cenário cada metodologia seria mais “apropriada” utilizar, comentando também as diferenças entre os modelos cascata x ágil.

Quais Metodologias podemos utilizar para Gerenciar Projetos? [5]

“Quais Metodologias podemos utilizar para Gerenciar Projetos?” [5]

Outra talk bacana que pude acompanhar foi “Tech Recruiter: redefinindo recrutamento & seleção em tecnologia! ” com a dupla Ayslan Schmidt e Gabriela Casagranda. Mostraram os desafios de recrutamento de profissionais técnicos, e como usam metodologias ágeis para agilizar no processo seletivo.

Tech Recruiter: redefinindo recrutamento & seleção em tecnologia! [6]

“Tech Recruiter: redefinindo recrutamento & seleção em tecnologia!” [6]

Gostaria de comentar como foi para mim palestrar nessa trilha, o tema que levei foi “Divando nos teste com práticas do Agile Testing”. Essa palestra foi um desafio, principalmente por ter que mudar a abordagem que estava habituada, a ideia era seguir a proposta da trilha em incentivar as mulheres em TI. Então, contei um pouco como foi minha trajetória na carreira de testes e como outras pessoas um dia me motivaram a compartilhar também (salve mestre Elias Nogueira).

Compartilhei com elas as criticas que recebi pelo nome da palestra ser “Divando nos testes”, mesmo comentando que a palestra era adaptada para o público feminino. Mas não me intimidei e o resultado foi muito bacana, recebi o feedback das meninas no fim da palestra e sai com a sensação de missão cumprida.

Divando nos teste com práticas do Agile Testing [5]

“Divando nos teste com práticas do Agile Testing” [6]

As dicas do Agile Testing que compartilhei foram:

  • Feedback contínuo: Automação –  ressaltando principalmente que antes de automatizar precisamos planejar e priorizar nosso backlog dos testes automáticos.
  • Foco em Pessoas: Comunicação – aprender a conhecer as pessoas do nosso time e escolher o melhor meio de comunicar-se com elas (comunicação escrita ou falada). Comentando sobre respeitar o outro no sentido de lidar com ele da forma que ele se expressa melhor, com mais facilidade, além de “explorar” o que tem de melhor neles que consequentemente refletirá no dia a dia positivamente.
  • Comunicação face-a-face: com a prática do Dev Box Testing – essa prática é usada para fazer um pareamento entre desenvolvimento e teste visando uma pré-validação da task que irá para teste na máquina do desenvolvedor. Dessa forma, quando o teste for iniciado, a atividade estará mais “redonda”, conseguindo focar no que é critico para a entrega, agilizando o feedback, minimizando retrabalhos e consequentemente reforçando a comunicação do time. Eu particularmente adoro essa prática e presenciei muitos ganhos na sua aplicação.
  • Comunicação face-a-face: com a prática do Pair Testing  a ideia dessa prática é ser usada para acelerar a capacitação, compartilhando conhecimento em pair no formato piloto\navegador, por um determinado período combinado focando em alguma atividade. Exemplo: automação, planejamento de teste, etc. Nós temos um post do blog que explora mais sobre esse assunto PAIR TESTING – PRATICANDO TESTES ÁGEIS.
  • Ter coragem: Posicionamento – a dica foi não se intimidar em expor suas opiniões, dar sugestões. Somos um time e o que todos podem contribuir é que faz a diferença. Todos podemos acertar e errar e aprendemos com os erros também visando sempre uma melhoria continua, seja nos processos, no software e em nosso comportamento. Sejamos mais críticos e coloquemos nosso ponto de vista também.
  • Manter simples: Mapas Mentais – pensando na linha também do manifesto ágil aonde “Software em funcionamento mais que documentação abrangente”, mapas mentais são utilizados para organizar as ideias em forma de diagramas. É mais fácil entendermos um contexto demonstrado em imagens do que em figuras. A ideia é agrupar assuntos relacionados de forma que facilite a organização da ideia exposta. Gosto de utilizar bastante para desenhar a macro de solução de testes com eles. Tenho um post aqui no blog que fala mais disso Dicas para aplicar mapas mentais na solução de teste.

Compartilhei o slide em: https://www.slideshare.net/ArianeIzac/divando-nos-testes-com-as-prticas-do-agile-testing

Gostaria de salientar que a ideia da palestra foi trazer dicas técnicas e comportamentais para que as mulheres utilizassem em seu dia a dia independente de trabalharem diretamente com testes de software. A mensagem principal era acreditar no potencial e “divar” no que elas se propusessem a fazer.

diva

Por fim, a Maria Ane Dias fechou com “Vamos falar sobre mulheres na carreira técnica”. Ela comentou sobre a história de grandes mulheres em TI com intuito de incentivar as participantes da trilha a continuar na área técnica apesar das dificuldades que podem enfrentar com dicas e experiências vividas para contornar esses problemas.

Vamos falar sobre mulheres na carreira técnica []

Vamos falar sobre mulheres na carreira técnica [9]

No final houve uma reflexão geral onde as participantes complementaram com a opinião delas sobre os temas abordados, complementando o dia.

Eu gosto sempre de colocar a visão de quem ajuda a construir o evento, convidei as coordenadoras da trilha para contar para gente o que foi para elas o TDC4Women no TDC de Porto Alegre:

Tatiane Aguirres Nogueira

A Trilha TDC4Women nasceu para mudar a resposta para a pergunta “Por que existem menos mulheres em TI?”.
Nosso objetivo é incentivar mulheres a seguir carreira na tecnologia, mostrando à elas tudo o que uma mulher pode fazer dentro das diversas áreas em TI, através de palestras técnicas e inspiradoras.
Também focamos em criar um ambiente seguro para que todas as participantes sintam-se confortáveis para participar e debater sobre os mais diversos assuntos, além de aproveitar este espaço para fazer networking e conhecer outras mulheres que inspiram nossa comunidade de TI.
A Trilha TDC4Women de Porto Alegre completou um ciclo de três edições no ano de 2017, sendo a primeira edição em Florianópolis e a segunda em São Paulo, e em todas estas edições contamos com sala cheia e muitas contribuições maravilhosas de todos que participaram.
Nosso objetivo final é que tenhamos conseguido plantar uma sementinha nestas participantes, e que nas próximas edições do TDC nós as vejamos em outras trilhas técnicas também: como participantes, palestrantes e coordenadoras. 

Maria Ane Dias

Coordenar o TDC4Women foi sensacional! Esta trilha permite uma discussão sobre os desafios que as mulheres enfrentam no dia a dia na área de TI, suas dores, buscar soluções e principalmente conscientização sobre estes desafios. É legal ver a participação dos homens também nesta trilha, pois, às vezes, aqueles que vivem uma realidade diferente sem querer não se dão conta da realidade do outro, então é bom ver os homens interessados em entender estes desafios e apoiar as mulheres. A grande beleza desta trilha é mostrar as mulheres que é possível e prazeroso trabalhar na área de TI, remover possíveis barreiras e inseguranças, inspirar e fazer o empowerment delas, mostrar que elas podem estar onde quiserem. As palestras em Porto Alegre foram bem diversificadas, trazendo temas sobre carreira, carreira técnica, desafios, tecnologias e ferramentas. Os participantes da trilha (mulheres e homens) eram incríveis e foram muitas discussões e dinâmicas produtivas. Certamente todos saíram com mais bagagem técnica, mais conscientes, mais fortes e com várias ideias para lidar com os desafios diários enfrentados pelas mulheres.

Por fim, parabéns a todas as mulheres que contribuíram para fazer o TDC4Women do TDC de Porto Alegre um dia de aprendizado e reflexões para todas nós.

Foto final da Trilha TDC4Women [10]

Foto final da Trilha TDC4Women [10]

Gostaria de salientar que houveram mais palestras mas como não consegui acompanhar todas não comentei aqui. Mas se você participou e puder colocar a sua visão do que achou das palestras que faltaram seria maravilhoso para agregar o post.

Esperamos ver essa trilha nas edições do TDC de 2018!

Links

[1] http://www.matera.com/br/2017/11/24/o-que-perdeu-na-trilha-testes-no-thedevelopersconference-tdc-porto-alegre-2017/

[2] http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2017/portoalegre/trilha-tdc4women

[3] http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2017/portoalegre/trilha-devtest

[4]https://www.facebook.com/TheDevelopersConference/photos/a.1622502177810154.1073741998.148682591858794/1622504454476593/?type=3&theater

[5] Fotos do celular tiradas no dia do evento

[6] https://twitter.com/tatianeaguirres

[7] http://www.matera.com/br/2016/10/27/pair-testing-praticando-testes-ageis/

[8] https://www.slideshare.net/ArianeIzac/divando-nos-testes-com-as-prticas-do-agile-testing

[9]https://www.facebook.com/TheDevelopersConference/photos/a.1622502177810154.1073741998.148682591858794/1622506847809687/?type=3&theater

[10]https://www.facebook.com/TheDevelopersConference/photos/a.1622502177810154.1073741998.148682591858794/1622507137809658/?type=3&theater

Por ARIANE FERREIRA IZAC

Analista apaixonada por testes, dançarina, corredora e colecionadora de viagens! Filha de peixe (jornalista) peixinho (blogueira) é. Meu grupo no LinkedIn só poderia ser "Diário de uma paixão: Teste de Software"

Postado em: 30 de novembro de 2017

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