O que você perdeu na Trilha Testes no The developer’s Conference – TDC Porto Alegre 2017

Na postagem MATERA no #TheDevConf comentamos que traríamos um pouco do que vimos nessa edição do The Developer’s Conference de Porto Alegre, e se você perdeu a Trilha Testes é a chance de conferir o que foi comentado por lá.

O Rafael Gomes, o “famoso” Gomex, abordou o tema “Precisamos falar sobre teste de código de infraestrutura”. Ele mandou muito bem, com um jeito bem descontraído em falar sobre testes de infraestrutura. Mostrou o cenário de anos atrás versus atual, como  antes o processo era engessado e os problemas que aconteciam ao executar testes manuais e já faz um paralelo das mudanças da criação do ambiente por código. Dessa forma, como o novo formato facilitou a padronização e como começaram a pensar em testes automáticos para esses ambientes também.

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Precisamo falar sobre teste de código de infraestrutura [4]

O Gomex divulgou um livro  de sua autoria, “Docker para desenvolvedores” que pode ser baixado no link https://leanpub.com/dockerparadesenvolvedores e possui versões impressas também. A ideia do livro é que ajude iniciantes em Docker dar os primeiros passos.

Na sequência, a Camila Falconi levantou o tema “Integração Contínua de faz de conta, qualidade de faz de conta – Entenda como CI leva à qualidade de software”, apresentando as diferenças entre integração contínua, implantação contínua e entrega contínua. Focando na importância da integração contínua para qualidade do software e a importância de manter a build verde.

Integração Contínua de faz de conta, qualidade de faz de conta - Entenda como CI leva à qualidade de software - Camila Falconi

Integração Contínua de faz de conta, qualidade de faz de conta – Entenda como CI leva à qualidade de software [5]

Em sua palestra, ela comentou sobre o caso da build quebrar, o time inteiro se mobilizar, parar o que está fazendo para consertar a build. Meu questionamento a esse respeito foi:  Quando o assunto é agilidade, não faz mais sentido quem fez o commit que quebrou a build, seja o responsável pela correção? Mesmo por que está mais contextualizado e terá mais facilidade na localização do problema. A observação dela foi que para esse cenário seria na ausência do desenvolvedor que inseriu o bug, outra pessoa do time poderia atuar. Interessante que depois na palestra da Anellise, ela comentou exatamente sobre esse ponto, sobre o indicado de corrigir um bug ser quem o inseriu.

O trio Diraci Junior Trindade da Silva, José Ernesto da Silva Barbosa e Ben-hur Santos Ott vieram com o case bem bacana “Entrega contínua: do zero ao sucesso ” compartilhando o cenário que tiveram de um projeto novo que era necessário pensar em trabalhar em plataformas diferentes das que estavam habituados e os dilemas em alocar a equipe de acordo com os conhecimentos técnicos deles, mockar alguns serviços, além da escolha de ferramentas para automação considerando a capacitação de forma que o aprendizado fosse mais rápido.

Entrega contínua: do zero ao sucesso [4]

Entrega contínua: do zero ao sucesso [4]

E depois do intervalo o Fernando Santigao voltou falando sobre “[Cuidado] Pareando dados com o uso de ferramentas pairwise “, comentou sobre o conceito de combinação por pares com a ferramenta AllPairs. Mostrou também, combinações geradas pela ferramenta, o que da para confiar como cenários, e principalmente, o que não da para confiar nesse tipo de abordagem.

[Cuidado] Pareando dados com o uso de ferramentas pairwise [4]

[Cuidado] Pareando dados com o uso de ferramentas pairwise [4]

Em seguida a dupla Andre Boaz e Marcello Mello falaram um pouco sobre utilizar semáforos para priorizar e acompanhar a evolução do backlog de automação pensando na apresentação disso para pessoas mais voltadas ao negócio.

Fortalecendo a Confiança: Como um semáforo na automação dá sinal verde pro Negócio [4]

Fortalecendo a Confiança: Como um semáforo na automação dá sinal verde pro Negócio [4]

Uma outra dupla que mandou muito bem foi André Dutra e Leticia Bomfin compartilhando a experiência deles com “Testes e automação em chatbots”. Contaram sobre as dificuldades iniciais com esse tipo de teste, principalmente, quando começaram a pesquisar sobre implementar testes automatizados, por não ter muito material sobre o assunto. A importância de pensar em UX e se colocando no lugar do usuário, pensando no tipo de perfil que usará aquele tipo de chatbots e as dificuldades enfrentadas quando o problema é na interface integrada a ele, como o facebook messenger, por exemplo.

Testes e automação em chatbots [4]

Testes e automação em chatbots [4]

Eles frisaram na questão de mais que testar é garantir a qualidade, olhando o teste como um todo,tentando ter uma visão mais ampla se aquilo atenderia o usuário.

E fazendo uma ponte dessa experiência, isso acontece conosco também, ter que lidar com coisas novas que não conhecemos e termos que garimpar e aprender na prática. Apesar da quantidade de informações que estão disponíveis na internet, alguns assuntos ainda não encontramos tanta informação fácil e o jeito é aprender “apanhando” mesmo, aprendendo com os erros. Por isso, é muito bacana ver o pessoal compartilhando suas experiências, dores já vivenciadas para que possam de alguma forma ajudar outras pessoas. Vou frisar aqui também para que compartilhem galera! Não se intimidem! Compartilhem! Compartilhem!

No último bloco a Annelise Gripp abriu com a discussão “Você cultiva bugs em sua empresa?”. Comentou sobre a confusão que acontece entre classificar um bug e melhorias, ela comentou também sobre empresas que mantém times que só corrigem bugs, sobre a desmotivação que isso pode causar e finalizou com uma dinâmica para enfatizar que as perdas de levar um bug adiante e ser corrigido depois são maiores do que os ganhos a curto prazo.

Você cultiva bugs em sua empresa [4]

Você cultiva bugs em sua empresa [4]

O Josenildo Santos trouxe o tema “QA além da automação”. Ele comentou sobre o QA se envolver mais nas questões de negócio e ajudar olhar para as features que ainda não entraram no desenvolvimento, compartilhando conosco como trabalha atualmente paralelizando a entrega corrente e já “cuidando” da próxima que está por vir. Frisou olhar para questões de priorização e comunicação, além da empatia com cliente e time.

QA além da automação [4]

QA além da automação [4]

As 3 últimas palestras abrangeram mais o “mundo mobile”. O Raphael Rodrigues falou sobre  “Não subestime o esforço de teste em dispositivos móveis”, compartilhando sua experiência com testes em dispositivos móveis, o desafio dos sistemas operacionais distintos, iOS e Android e quantidade de versões diferentes, além de não cair no vício de usabilidade nos testes exploratórios.

Não subestime o esforço de teste em dispositivos móveis [4]

Não subestime o esforço de teste em dispositivos móveis [4]

O Ramses Jose Sacol de Almeida , trouxe um tema que apesar de ser muito importante não vejo ser muito explorado nos eventos, segurança, “Mobile Security Testing: Você já testou a segurança da sua aplicação? “. Comentou sobre algumas ferramentas para teste de segurança em Adroid e iOS.

Mobile Security Testing: Você já testou a segurança da sua aplicação? [4]

Mobile Security Testing: Você já testou a segurança da sua aplicação? [4]

Para fechar a trilha o Irineu Antunes de Sousa trouxe o tema “Automatizando apps mobile na prática e na nuvem! “. Ele mostrou uma ferramenta que estavam desenvolvendo para testar mobile na nuvem, fez uma demonstração que de acordo com os dispositivos configurados o teste podeira ser executado em paralelo.

Automatizando apps mobile na prática e na nuvem! [4]

Automatizando apps mobile na prática e na nuvem! [4]

No geral a trilha foi muito bacana, parabéns a todos palestrantes e coordenadores.

Trilha Teste [6]

Trilha Teste [6]

E ano que vêm tem mais galera! Já estamos no aguardo.

Fiquem ligados que já saiu a data do The developer’s Conference de Florianopólis de 2018, será realizado de 18 a 21 de abril.

Não se esqueçam, vamos compartilhar!

Links

[1] http://www.matera.com/br/2017/11/01/matera-no-thedevconf-poa/

[2] http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2017/portoalegre/trilha-testes

[3] https://leanpub.com/dockerparadesenvolvedores

[4] As imagens são fotos retiradas do celular no dia do evento

[5] https://twitter.com/@cmllacrspm

[6] https://twitter.com/eliasnogueira

Por ARIANE FERREIRA IZAC

Analista apaixonada por testes, dançarina, corredora e colecionadora de viagens! Filha de peixe (jornalista) peixinho (blogueira) é. Meu grupo no LinkedIn só poderia ser "Diário de uma paixão: Teste de Software"

Postado em: 24 de novembro de 2017

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