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Novos Requerimentos Regulatórios para Risco de Liquidez

Como já é de conhecimento, as instituições financeiras com ativos totais inferiores a R$100 bilhões, deverão iniciar a remessa mensal ao Banco Central do Brasil do novo Demonstrativo de Risco de Liquidez (DRL) no modelo II a partir da data-base de janeiro de 2017. Do ponto de vista operacional, para atendimento do supervisor, a periodicidade de envio desta informação será a mesma do DRL antigo, extinto a partir da data-base de maio de 2016. Porém, haverá a possibilidade deste novo demonstrativo ser solicitado em base diária também.

Contudo, as principais mudanças não residem nas questões operacionais, mas sim nas informações necessárias para sua elaboração. Enquanto o modelo antigo possuía primordialmente foco na monetização de ativos refletindo a capacidade da instituição gerar caixa a partir da venda de seus ativos no mercado de forma intempestiva e com perda mínima de valor, no novo modelo, considera-se o risco de funding ou de captações como sendo o ponto central do risco de liquidez. Não que a capacidade de monetizar ativos não seja relevante, mas esta pode se tornar crítica em decorrência da incapacidade da instituição em manter suas posições devido a problemas em seu funding. Aliás, este foi um dos grandes fatores para a crise de liquidez ocorrida na sequência do estouro da bolha das hipotecas americanas. E, não por outro motivo, se tornou em uma das grandes alterações promovidas pelo acordo de capital de Basileia III.

Assim, compreender em maior detalhe o comportamento das captações de uma instituição em termos de sua estabilidade, concentração e  risco reputacional sobre seus fluxos é cada vez mais relevante neste contexto, bem como os efeitos decorrentes de posições em derivativos e demais ativos contingentes como garantias prestadas, fianças e avais.

Outra alteração relevante é que, enquanto no DRL antigo, o regulador deixava a critério de cada instituições definir e aplicar cenários de estresse, tipicamente para as condições de mercado, sobre seus fluxos, no novo requerimento, o próprio regulador define o cenário de estresse homogeneizando mais as informações apuradas.

A união destes dois pontos com a proximidade de início do envio das informações certamente coloca uma pressão crescente nas instituições para se prepararem a estas novas condições. Grosso modo, há dois desafios colocados: o primeiro, para a interpretação e a implementação dos requerimentos regulatórios para apuração das informações de maneira consistente e passível de verificação; o segundo, para identificar todo o conjunto de dados necessários para a correta geração das informações separando o que é parâmetro passível de alteração, de dados necessários serem capturados, tratados e integrados à solução responsável pelo processamento.

Dado o tamanho da tarefa e o tempo disponível internamente para que as instituições se preparem, acreditamos que a melhor estratégia é a de dividir o problema para focar na parte na qual a instituição dificilmente não terá que se envolver: captura, tratamento e integração de dados. Claro que para otimizar o esforço interno desta forma, é preciso que a instituição possua uma solução pronta e estruturada para o processamento das informações com toda a inteligência necessária.

Exatamente com este objetivo, a MateraMvar lança sua solução para atendimento completo dos requerimentos para apuração, geração e remessa do novo DRL modelo II. Com isto, acreditamos que contribuiremos para nossos clientes com nosso expertise tanto para o desenvolvimento de soluções inovadoras como para a compreensão das informações necessárias para atendimento de seus requerimentos.

Por ALEXANDRE OLIVEIRA

Diretor Executivo da MateraMvar, empresa especializada em soluções e serviços na gestão de riscos. Com cerca de 20 anos de atuação no mercado financeiro, tem sido responsável pelo desenvolvimento de processos de gerenciamento e mensuração de riscos em instituições financeiras.

Postado em: 04 de novembro de 2016

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